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A Tecnologia da Informação e a Formação do Pensamento Moderno

Resumo: Este artigo tem por objetivo propor de maneira plausível com os tempos atuais, um panorama coerente para prováveis transformações que poderão ocorrer em nossa sociedade, nas empresas e no pensamento humano para os próximos anos; apontando possíveis conseqüências econômicas, sociais e filosóficas à adoção de forma maciça e globalizada das novas Tecnologias da Informação e seus reflexos nos meios produtivos, intelectuais e científicos. Para isso, a proposta desse documento é abstrair junto aos modelos processuais e cognitivos contemporâneos sua evolução e crescimento até o ano de 2025; vislumbrando mudanças que nos permitam mensurar impactos nas relações humanas, na gestão do conhecimento e da comunicação – além de nos orientar quanto a prováveis situações que farão parte dessa nova realidade – num futuro tão próximo quanto esse ensaio pode assim prever.

1. Introdução

Ao transpormos nossos modelos tecnológicos atuais para o ano de 2025, mesmo que não tenhamos uma visão clara da (r)evolução que esses possam vir a acarretar em nossas vidas nos próximos anos, ainda assim não nos é permitido efetuar uma avaliação pormenorizada e criteriosa das circunstâncias que serão encontradas a partir de seu crescimento e possível melhoria, pelo caráter improvável e longínquo que esse “pulo no tempo” induz essa reflexão. Entretanto, quando tentamos prever tais acontecimentos devemos nos apegar às raízes do pensamento humano atual, as quais se baseiam em documentos e relatos históricos já vividos, que apresentam evidências, pessoas e doutrinas que se propuseram de maneira desorientada predizer o futuro e falharam; seja na sua concepção, nos valores empregados ou o momento no qual tais idéias foram apresentadas. Assim, para exemplificar, podemos tomar estudos e discussões que falharam quanto ao seu caráter temporal em que foram concebidos - os quais, com o passar dos anos - se mostraram acertados; sendo que algumas dessas teorias foram apresentadas quando ainda não se havia um preparo tecnológico e intelectual para o entendimento das visões de um novo mundo que se configuraria anos mais tarde.

Em concordância com esses relatos, tivemos fatos como o Clube de Roma [11] ou o famoso relatório de 1967, do Hudson Institute [1], como erros de previsão que se tornaram posteriormente bases para o pensamento científico moderno. O primeiro foi pioneiro ao alertar a humanidade quanto aos fatores ambientais, entretanto, foi omisso ao não incluir de forma totalizada a influência das ações antrópicas junto ao meio ambiente e suas conseqüências; num período em que não se pensava em ecologia e os esforços das grandes potências ainda se concentravam na defesa de doutrinas políticas do pós-guerra. Em congruência temporal, o segundo fato, quando apresentado, foi encarado como mera ficção, eliminando a possibilidade do desenvolvimento dos microprocessadores; o que, nos tempos atuais denotam um absurdo teórico, uma vez que tal técnica foi provada mais tarde cabível e é considerada nos dias de hoje um alicerce do pensamento moderno; precursora das bases da nanotecnologia e auxiliando o desenvolvimento de outras áreas do conhecimento, como a medicina, a física quântica e de processos que não podem ser meramente observados a olho nu - mas se sabe que influenciam de forma direta a vida de todos nós.

2. Motivação

O mundo contemporâneo se depara com contrastes conceituais e mudanças constantes, os quais fazem com que novas teorias surjam, reforçando antigas concepções - ou então sumariamente descartando-as de forma dinâmica - por meio da difusão do conhecimento de forma global. Isso se faz nos dias de hoje, ora apontando incoerências desses modelos, ora acrescentando novidades aos temas e propostas que até então se apresentavam pouco iluminados por fatos e pensamentos, tornando-se assertivamente provadas e posteriormente elevadas ao patamar de verdades absolutas. De fato, podemos citar a formação das grandes redes de conhecimento representados na forma de neurônios (redes neurais e Inteligência Artificial) [7], provam que conceitos e idéias antes de serem convertidos em verdades absolutas (neurônios), os mesmos devem passar por estágios intermediários de aprovação, para que sejam depurados por métodos científicos e posteriormente empregados por modelos mais sofisticados, tornando-se assim bases teóricas e sustentando novos conceitos.

Esse fenômeno, segundo Pierre Lévy [6], [7], está amparado pelo uso da cultura do hipertexto, largamente difundido pela Internet; a qual possibilita que novos conhecimentos sejam obtidos de maneira não retilínea, integrando novas concepções e, de maneira exponencial, sendo referenciados por novos temas não correlatos que se difundem por meio da interdependência e relevância entre os mesmos (capilaridade) [8]. Nesse sentido, apesar de empregar uma visão futurista e algumas vezes até fictícia em seu pensamento vanguardista, Arthur C.Clarke [9] propõe em sua obra acontecimentos prováveis à evolução humana, mesmo que aos olhares dos mais céticos, tais propostas não passem de meras elucubrações do autor, as quais são vistas como precursoras de idéias futuristas ainda não viáveis com as ferramentas que dispomos hoje em dia. Mesmo assim, algumas de suas “previsões”, tais como as viagens interplanetárias e a exploração de novas fronteiras do Universo, as quais pareciam distantes e romanceadas quando apresentadas, hoje são consideradas prováveis em termos científicos e surgem como uma direção para o expansionismo nato ao homem, o qual norteia os objetivos de sua cultura.

Dessa maneira, ao compilarmos tais informações junto às nossas experiências atuais, nos deparamos ao dito pensamento moderno globalizado, o qual pode ser visualizado pelo uso das grandes redes de informação e suas vertentes sociais, neurais e de difusão do conhecimento de forma não massificada, visto que, segundo Lemos [4], [5] a Internet e suas variações são tratadas como mecanismos de mão dupla; onde a pessoa que recebe o conhecimento também participa de sua criação, diferentemente de outros meios adotados (como a televisão, rádios e jornais) até hoje, onde havia apenas um pólo emissor de conhecimento – não integrado - difundindo temas e teorias, formando verdades coletivas difusas. Tal visão nos possibilita ter uma idéia dos caminhos que essa revolução do conhecimento pode vir a nos remeter, incluindo suas conseqüências incentivadas pela utilização das tecnologias atuais, as quais poderão apresentar nos próximos anos um salto, tanto quantitativo quanto qualitativo para nossa evolução. Por simplesmente estimular uma ampla discussão das idéias já existentes, com a possibilidade real de exaurirmos muitas das possibilidades de crescimento e difusão de novas concepções para um mundo sedento por novidades, podemos de antemão prever, que até 2025 novas teorias serão complementadas ou senão ampliadas pelo pensamento científico, denotando uma expansão do conhecimento já existente. Com isso, estaremos quebrando velhos paradigmas e possivelmente, acrescentando outros novos, aumentando nossa percepção e instigando nosso poder de antever inúmeras possibilidades, o que nos aproxima cada vez mais de um “chute” mais realista para as condições que encontraremos no distante ano de 2025, tema desse artigo.

3. Histórico

O desenvolvimento científico humano, historicamente, sempre esteve interligado de forma direta (ou indireta) às necessidades expansionistas, o que nos períodos de guerra são mais evidentes, uma vez que o desenvolvimento da ciência foi responsável por estimular a concepção de novas idéias; fosse em resposta, retaliação ou em defesa às ações do inimigo. Durante a II Guerra Mundial, cientistas e pesquisadores foram mobilizados em escala sem precedentes, na busca de soluções para os mais variados tipos de problema, envolvendo desde o desenvolvimento de artefatos bélicos, até as aplicações de contra-golpe às estatísticas para a tomada de decisões militares. Os avanços científicos e tecnológicos se tornam decisivos na solução de conflitos, segmentação e na distribuição do poder. Além disso, durante e após a II Guerra Mundial, pesquisas concebidas para fins militares tomam-se fontes de valiosas tecnologias de vasto uso civil e elevado valor comercial: aviões a jato, radar, energia atômica, DDT, computadores, aparelhos de comunicações, dentre outros.
Para a organização e definição das novas diretrizes do desenvolvimento assistido dessas tecnologias, a organização de projetos e a utilização do computador, se tornaram imprescindíveis para tal contexto. Em meados dos anos 70 introduziu-se uma nova ciência, a Gerência de Projetos, a qual foi concebida formalmente para a viabilização e implementação de tais produtos; levando em consideração a gerência de tempo, escopo e custo como bases para a definição dessas inovações a partir de concepções comuns às indústrias. Foi o nascimento do PMI (Project Management Institute) [2] [3], como uma organização responsável por boas práticas para parametrização e definição de padrões para a gestão de projetos.
Como conseqüência natural desse desenvolvimento adquirido e com a evolução dos meios digitais, em decorrência dos avanços da informática, da corrida espacial e da biotecnologia, estamos entrando em uma nova Revolução, chamada Pós-industrial; onde a informação (proveniente muitas vezes de processos educacionais) e a experimentação, ou seja: conhecimento (Setzer) [5], constitui-se como elemento significativo para o desenvolvimento e o poder de Estados e nações. Sob esse contexto, a educação à distância (EAD) se apresenta como um meio facilitador e, ao mesmo tempo, com dimensões amplificadas, proporcionando possibilidades diversas para a obtenção de informações de forma interativa e em tempo real. Logo, a utilização dessas ferramentas de mídia multiplica a capacidade de comunicação de grupos especializados de forma funcional, por meio do auxílio de fóruns, chats, e-mail, imagens e pesquisas diversas, representando um ganho de produtividade quando se propõe a criação de novas tecnologias baseadas em conhecimento.

4. Panorama Futuro e Tecnologia


Modificações visando aprimoramento e aperfeiçoemento em diversas área sáo previstas. No caso do correio eletrônico, futuro sistemas de e-mail são susceptíveis de se tornarem mais sofisticados e eficientes, permitindo uma maior variedade de opções para enviar e receber mensagens. O foco dos sindicatos passará a formação, desenvolvimento e identificar futuras oportunidades para os seus membros nas indústrias emergentes, tornando o trabalho mais organizado. Maior acesso e parcerias entre empresas e instituições educacionais irá ocorrer para melhorar o desempenho dos alunos e associá-los a trabalhar perspectivas futuras.

As empresas estarão cada vez mais abertas para os negócios em torno do relógio, sete dias por semana. Cerca de 24 milhões de americanos já trabalham no 24 / 7 culturalmente, o que tende a se alastrar nessa neo-concepção. Logo, os avanços tecnológicos irão melhorar de maneira significativa a capacidade dos instrumentos de TI, melhorarando a eficiência das empresas. Isso poderá ser medido pela detecção de fraudes financeiras e a utilização de dados em tempo real, maximizando a logística da eficiência de transportes rodoviários de frotas, máquinas e recursos de rede.

O ato de trabalhar tornar-se-á mais flexível e, com a continuação dos avanços tecnológicos, exercer o conhecimento a partir de casa vai se tornar uma prática mais comum. Ainda haverá um requisito para uma localização central, onde as pessoas assistem seus trabalhos de forma conectada a uma rede social. Novos estilos de trabalho que combinam tecnologia e serviços tornam-se mais viáveis com a melhora dessas tecnologias.

A quantidade de pessoas idosas aumentará, diminuindo a força de trabalho jovem e criando a necessidade de inovação na àrea da robótica. No caso do Japão, segundo estimativas do governo, até 2030 o país enfrentará uma queda de 16% no tamanho da sua força de trabalho conforme cresce o número de idosos, o que gera temores acerca de quem trabalhará num país que não está acostumado nem se mostra disposto a aceitar a imigração em grande escala. Os robôs podem ocupar os postos de trabalho de 3,5 milhões de pessoas no Japão até 2025, afirmou um grupo de especialistas, dizendo que isso pode ajudar a evitar a falta de mão-de-obra que pode se reduzir juntamente com a população do país.

Logo, o novo profissional, nessa nova forma de pensar, saberá que seu sucesso dependerá do conhecimento concentrado por sua empresa e que a empresa dependerá dele; tem uma certa intimidade com o computador, sabe que seu valor é instável (e conta com isso), faz parte da aldeia global, (está plugado) estuda e trabalha duro para si e para a sua empresa. Não se fala aqui, de transformar todo mundo em programador BASIC ou equivalente. Não teria o menor sentido. O que se pede, é que as pessoas desenvolvam um sentimento positivo em relação à informática. Pouquíssimas profissões não têm a lucrar no uso da informática. Existem mais de 50.000 programas de computador para quase todas as finalidades imagináveis e esse número não para de crescer. Mais ainda, com o advento das interfaces WIMP (window, icon, menus drop-down e pointing devices), o pesadelo de antigamente (que era dialogar com a máquina), hoje, se não está superado, pelo menos foi bem reduzido.

5. Globalização, Conhecimento e Economia Digital

Com a bipolarização de doutrinas e ideologias (capitalismo e comunismo), por meio da instituição de regimes antagônicos para o domínio territorial totalitário do desenvolvimento econômico social - os “Anos de Chumbo” ou a dita “Guerra Fria” – a instituição de Estados dominadores, formando blocos mediante o confronto de objetivos ideológicos em detrimento à soberania das nações; definiram condições únicas para o desenvolvimento do pensamento e, conseqüentemente, da metodologia científica. Neste contexto, o domínio da informação, a formulação de estratégias e a espionagem passaram a ser uma preocupação eminente desses blocos, onde o intuito de permanecer à frente das ações e do conhecimento tecnológico era mais importante do que a cooperação para o desenvolvimento de um bem maior e comum.

A partir do final do século XX, com a desintegração do eixo comunista e a chegada ao poder de doutrinas neo-liberais, houve a definição de uma nova distribuição de poder e uma nova forma de orientação das ações dos países, agora, subdividido por blocos econômicos sustentados por atividades comerciais, definido por capitalismo e, anos mais tarde, como globalização. Com esse novo modelo de organização, ficou mais evidente discrepâncias sócio-econômicas e estabeleceu-se uma nova ordem mundial; dividindo o mundo em três grandes blocos: países ricos, pobres e em desenvolvimento.

Na Europa, as conseqüências políticas e econômicas só não foram mais desastrosas diante de tal cenário, pois foi criado um novo modelo cooperativista, orientando a formação de um bloco econômico e social único, definido pela integração territorial e monetária como chaves para o desenvolvimento sustentável do continente.

Durante esse período, Europa, Estados Unidos, Canadá e Japão se mantiveram como seleiros vanguardistas da geração e comercialização de novas tecnologias, mantendo suas economias ascendentes por meio do domínio do conhecimento. Definindo uma clientela global dependente do saber. Dessa forma, as bases da criação da economia globalizada digital e a ascensão do conhecimento como mantenedor da soberania do Estado estava implantado.

A abertura dessa nova vertente - atualmente - é diretamente responsável pelo desenvolvimento de outras nações, inclusive o Brasil, onde o domínio do conhecimento e a formação de Estados socialmente sustentáveis, geradores de inteligência, por meio de políticas voltadas à educação, puderam se integrar à nova ordem econômica definida; vendendo seus produtos nesse mercado global. Sob esse aspecto, o uso das tecnologias da informação e a criação das redes de conhecimento foram primordiais para a (re) criação da soberania e inovação dessas nações; até então à margem do desenvolvimento global.

6. Tecnologia da Informação e Globalização


Para que enfim tentemos decifrar o atual panorama, considerando a proximidade de 2010, e possamos efetuar uma análise do que está por vir, devemos nos apegar aos fatos passados e definir as raízes dessa avalanche chamada globalização. Este foi um longo processo desencadeado, segundo Thomas Friedmann [8], em seu livro chamado “The World is Flat” ["O mundo é plano"], com a revolução industrial na Inglaterra, em meados do século XVIII, quando teve início à formação de países, tal qual conhecemos nos dias de hoje.

A segunda fase desse processo, embora seja cronologicamente mais recente, foi definido com a instalação de grandes empresas multinacionais por todo mundo – quando, a partir do final Segunda Guerra Mundial - formaram-se blocos econômicos e ideológicos; determinando os novos rumos para as relações de cooperação comercial e tecnológica entre os países. Sob a liderança dos EUA junto, às nações do eixo Ocidental e o Japão, organizações internacionais como o GATT, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial se empenharam em definir acordos comerciais e formaram barreiras econômicas, proliferando tratados de cooperação, os quais financiavam a reconstrução dos países destruídos durante o período de pós-guerra e estabeleciam a hegemonia de uma nova forma de integração política e econômica.

Os mesmos atores que desde o final da década de 60 exerciam domínio cultural e tecnológico, os mesmos que vendiam suas inovações ao mundo até os anos 90 - com o fenômeno da globalização - perderam parte de sua força e, o processo econômico denominado imperialismo (antecessor à globalização), aos poucos, foi sendo mitigado. Nos dias atuais, ao que tudo indica, tais influências estão gradativamente diminuindo, devido à formação de novos centros regionais de inteligência, os quais começaram a desenvolver relações multi-laterais, dissipando a influência das grandes potências e orientando os rumos do crescimento de nações consideradas subdesenvolvidas.

Assim sendo, por advento da globalização, definiu-se que nações e indivíduos podem (e devem) adquirir poderio econômico e competitivo por meio do conhecimento, propiciado pelo acesso à informação disponível na Internet e integrado pelos meios digitais, comuns a essa nova realidade.

Nessa imersão e aprofundamento à vida digital, a realidade, o dinamismo e o livre acesso propiciado pelo acesso às tecnologias da informação (TI), tornou impossível que o desenvolvimento tecnológico ficasse restrito à apenas um grupo de países, distribuindo-o entre grupos especialistas e formando ilhas de conhecimento - o que nos leva a prever que futuras direções do desenvolvimento cultural, humano e econômico para os próximos anos, dependem totalmente do desenvolvimento e consolidação dessas tecnologias.

7. Cotidiano Global e seus Fatos Relevantes

Nesse cenário que se configura atualmente, a velocidade de processamento, a capacidade de armazenamento de dados e a conectividade proporcionada pela banda larga de terceira geração, são pré-requisitos para a aceleração do desenvolvimento do conhecimento e geração de riquezas no mundo globalizado.

Assim, a integração do meio digital, com a facilidade aplicada pelo uso da telefonia, além da produção científica e de insumos em larga escala, atribui à informação a qualidade de mediador entre o funcionamento dessa nova realidade da economia global e, sua estreita ligação à propagação do conhecimento; denotando uma geração de consumidores dependentes de uma semântica definida pela a interpretação de dados; sendo esses coletados com o passar dos anos. Ou seja, cada um pode fazer a interpretação que quiser!

Com a evolução da Internet, orientado pela utilização do IPv6 ('Internet Protocol version 6'), o aumento dos número de endereços disponíveis para dispositivos ligados em rede permitirão que, para cada telefone móvel exista um dispositivo eletrônico ligado a ele; ocasionando um novo “boom”; cujas implicações ainda parecem indefinidas. Basta pensarmos que a tecnologia atual, do IPv4 (ISO/OSI), suporta-se cerca de 43 milhões de endereços únicos, o que não basta sequer para atribuir um endereço a cada ser humano vivo, e muito menos a cada dispositivo incorporado à rede. Em contrapartida, a tecnologia proporcionada pelo IPv6 suportará cerca de 340 x 10 36 endereços, o que equivale a proporção de um endereço para 6,5 mil de seres humanos que vivem atualmente interligados à rede.

Logo, com a evolução de conceitos como o IPv6 e da tecnologia arquitetada para a Internet4, tem-se inicio uma nova fase no desenvolvimento da economia e do pensamento global, remetendo-nos à indagação: Quem terá acesso à informação? Dessa maneira, em 2025, é provável que os direitos de propriedade intelectual de grande parte das inovações tecnológicas, detidos por geradores de conhecimento, proporcionem ao continente asiático as maiores possibilidades de expansão.

Portanto, uma previsão razoável é que a globalização adote uma nova forma de se propagar, imprimindo um ritmo superior aos encontrados nos dias atuais. Conseqüentemente, em 2025, o mundo será constituído por um número muito maior de grandes potências econômicas regionalizadas, tendo países como Brasil, China, Índia, Japão, Coréia, Malásia e a Indonésia como pólos relevantes para o funcionamento da economia global.

Também, após o período necessário para estabilização dessas novas tecnologias, espera-se que o processo de globalização, dispondo das facilidades proporcionadas pela nanotecnologia, empregue ao uso da compactação de dados em discos rígidos uma nova fase, a qualitativa. Dessa forma, a vantagem competitiva da economia já não se beneficiará tanto da produção de bens de consumo, mas sim pela disponibilidade de mão-de-obra qualificada e barata; além da utilização de recursos intelectuais, possibilitados pelo uso da informação proprietária.

8. Considerações Finais

A tecnologia de informação avançada é proveniente do uso da razão, e a adequação a essa nova onda será uma necessidade para a sobrevivência de empresas e pessoas.

A distância física entre funcionários e empresas deixa de ser relevante com a chegada do homeoffice. Essa ferramenta possibilita que a rotina de trabalho seja realizada casa, permitindo economia com transporte, tempo de deslocamento, redução de custo com área física nas empresas, e maior disponibilidade de tempo do funcionário para participar de ações em família. Independente do país escolhido para morar, será possível trabalhar em qualquer empresa, com interação ativa entre os funcionários.

A comunicação Machine to machine elimina a possibilidade de erros em diversos processos, contribuindo significativamente para a qualidade do produto final do produto. A engenharia se encarregará de programar adequadamente as máquinas, de acordo com os parâmetros fornecidos pela ciência e tecnologia. Custos com perdas de produção e retrabalho serão minimizados. Todavia, mais atividades dentro da empresa serão eliminadas, aumentando o índice de desemprego.

Conhecimentos cada vez mais amplos e profundos serão exigidos para postos de trabalho. O acesso à informação é restrito pelo seu preço. Custa caro treinar e educar pessoas. Quem tem melhor renda tem a opção da informação e consequentemente estará num melhor cargo. Vive-se hoje a Era do Conhecimento, mas muitos países, incluindo o Brasil, sofrem com analfabetismo e condições de saneamento básico. O aprendizado superficial exclui do mercado profissional uma grande parcela da população, consequentemente diminui o potencial consumidor e restrige o mercado.

9. CONCLUSÃO

Mediante a concorrência existente entre as nações emergentes e o velho mundo - comum aos dias atuais - podemos prever com maior segurança que em 2025 – possivelmente - existirá uma equivalência de forças, a qual denotará um novo jogo do poder onde a soma não será nula e, nem haverá vantagens exacerbadas para qual seja o lado que esteja envolvido num negócio ou parceria. Logo, o desenvolvimento global dependerá de especialização de determinados conhecimentos - onde os mais aptos deterão o “know-how” - e, esse será oferecido por meio de serviços e não mais na forma de bens de consumo. Dessa maneira, o desenvolvimento de setores econômicos ainda inexplorados e a geração de novos conhecimentos proporcionarão ascensão à riqueza a novos blocos econômicos, outrora chamados por nações; que por intermédio da detenção da informação e o uso acertado dessa, propiciarão o surgimento de novos Estados amparados por novas ideologias.

10. Referências


[1] - http://www.europeanideasnetwork.com/files/2025_pt.pdf

[2] - http://www.12manage.com/methods_pmi_pmbok_pt.html

[3] - http://www.pmkb.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=71&Itemid=57

[4] - http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos/copyleft.pdf

[5] - http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/dado-info.html

[6] - LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: ed.34, 1999.

[7] - LEVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: EDITORA 34, 1993.

[8] - FRIEDMAN, Thomas L. The World is Flat. New York: Farrar, Straus and Giroux, 2005.

[9] - CLARKE, Arthur C. As Canções da Terra Distante. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.

[10] – http://www.wikipedia.com

[11] - http://www.clubemundo.com.br/revistapangea/show_news.asp?n=56&ed=1

[12] - http://www.www.globo.com

[13] - http://chmod.us/enderecos-ip-esgotarao-em-2012

[14] - http://www.informationweek.com

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